A Andarilha, Vida

The Good, the Bad and the Ugly

No últimos mês comecei a fazer aquelas sessões de coaching (aquelas que ultimamente ficaram populares?) uma vez por semana, pra meio que tentar ver se acho um caminho nessa vida de meu deus. Lembram quando falei que eu tinha um problema gigante de comunicação? Então, não era brincadeira. (até pareceu brincadeira porque não tive muito problema ultimamente mas daí acontecem esses tapas que te lembram da realidade)

Na última sessão, essa quarta-feira, eu tive que responder/conversar sobre um questionário chamado Feedback 360º que consiste basicamente em perguntas sobre o que você acha que os outros pensam sobre você. QUE PESADELO, QUE TERROR. Em certo ponto até pensei que fosse ficar louca ou que eu tinha algum problema sério de fala.

respira

Não sei qual é a média de tempo de resposta das pessoas mas demorei 10 minutos intermináveis para responder cada questão, porque eu simplesmente não conseguia falar o que estava pensando em voz alta (ou entrava naqueles ciclos de dúvida e questionamentos que quando você percebe você já está dissertando sobre o significado do ‘Nada’). Pra ter uma noção, eu literalmente cheguei a rugir de frustração uma ou duas vezes. Ha. Haha. Louca quem?

Resumindo: Terrível. Mas também extremamente revelador.

Dava pra sentir todos os meus músculos de introspecção trabalhando e minha mini-eu interior estava gritando constantemente por mudanças até pelo menos as perguntas mais cabulosas aparecerem e ela sair correndo, se escondendo e me deixando sozinha na confusão. Tsctsc.

Perguntas mais cabulosas: as que eu precisava falar algo bom sobre mim mesma. Essas foram as que me deixaram mais nervosas e ansiosas e sem conseguir falar. No final eu já estava quase em posição fetal no chão.

E isso não é nenhuma novidade, já que acontece o tempo todo na minha vida (é verdade, você sempre pode me achar em posição fetal pelos cantos dos cômodos). Raramente tenho confiança em mim mesma, ou admito facilmente minhas virtudes e quase nunca consigo dizer que estou orgulhosa do que faço. É quase como uma barreira ou uma garra que fica te puxando pra trás e te impedindo de reconhecer as coisas boas.

A verdade é que é muito mais fácil falar sobre as partes negativas ou como você não é tão boa assim. Talvez porque as pessoas ao nosso redor também estão sempre prontas pra criticar ou vai saber?
Mas dessa vez eu cheguei até a gaguejar porque algumas palavras boas se recusaram a serem ditas. Foi uma experiência frustrante e desesperadora e que me tirou completamente da minha zona de conforto.

Eu tento constantemente me lembrar a não tratar a mim mesma de um jeito que eu nunca trataria outra pessoa. Ou seja: não ser tão dura comigo e tentar reconhecer as coisas boas. Mas é difícil. É como uma daquelas Leis Humanas Milenares, mas se parece mais com uma maldição. Tão tão difícil de se livrar.

MAS EU ESTOU TENTANDO, mesmo que acabe ficando meio perturbada como se pode perceber, e acho que esse é outro passo importante no caminho para SER mais plena. Estou ansiosa para chegar do outro lado disso e ser capaz de reconhecer as boas partes de mim tanto quanto as ruins e feias, e não gaguejar pra falar sobre elas.
goodbadugly
Vou compartilhar algumas das perguntas do questionário com vocês, para vocês tentarem responder também, e se sintam à vontade para comentar seus pensamentos sobre elas ou se foi tão difícil para vocês quanto foi para mim. E vocês também têm dificuldade em falar sobre as boas partes de vocês?
Como você acredita que pessoas que possuem as mesmas condições sociais, culturais e financeiras que você(pessoas com um estilo de vida similar) te enxergam?
(Garota perdida e as vezes distante mas ao mesmo tempo interessada e curiosa? )
Como você acredita que seus amigos próximos te enxergam?
(Um pouco impaciente/crítica demais, mas cuidadosa e com consideração pelos outros. E talvez um pouco d-de-d…Calma, eu consigo. D-d-determinada?)
Qual é o impacto que você acreditar ter nas pessoas quando elas te conhecem pela primeira vez? O que você acha que elas pensam sobre você?
(Uma pessoa quieta mas que também é entusiasmada? Talvez um pouco distante as vezes.)
Como você gostaria de ser vista pelos outros? O que você gostaria de mudar na maneira como você interage com outras pessoas? 
(Gostaria de ser vista como alguém confiante, simpática, sábia, humilde. E gostaria de conseguir ser mais segura sobre mim mesma e menos impaciente em algumas situações.)
Aqui estão elas! Boa sorte!
(Alas, os pontos de interrogação demonstram como eu não tenho certeza de nada sobre mim mesma)
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