A Andarilha, Quotes, Vida

Grandes Bagunças

Ontem tive uma conversa com uma tia e em algum momento ela me perguntou sobre quotes que eu gostava ou achava inspiradores. Aha! Tenho uma montanha deles. Sinceramente, adoro a ideia de usar as sábias palavras de outras pessoas para parecer inteligente e etc. Digo, imagina que você está no meio daquela discussão sobre sorvete x pote de feijão e está perdendo e -BAM- você joga um quote de Darwin e obviamente ganha o argumento. Perfeito. (eu só queria que minha memória me ajudasse a lembrar mais de quotes nessas horas oportunas)

Anyway, acabei falando alguns dos meus quotes favoritos pra minha tia mas esqueci completamente de um que eu adoro e que sempre fala comigo (e eu não sei se isso é na verdade algo bom):

O que as pessoas esqueceram de mencionar quando eramos crianças é de que precisamos fazer bagunças para descobrir quem nós somos e porque estamos aqui.
– Anne Lamott

Adoro a Anne Lamott porque ela tem um senso tão incrível sobre a vida. Adoro essas pessoas que parecem ter dominado ou entendido de alguma forma a arte de viver. Esse quote em particular me ajudou muito quando minha vida estava uma completa bagunça e me fez lembrar que tudo bem estar fazendo uma GRANDE BAGUNÇA agora. Nós estamos procurando, tentando e se tudo der certo iremos chegar em algum lugar. Faz parte do processo pintar todas as paredes do caminho de cores que nem ficam muito boas juntas.

E agora quero que tudo pareça como se eu tivesse pegado minha eu de cinco anos e dado pra ela umas tintas muito loucas, todas as cores do arco-íris, e falado “VÁ PEQUENO PÁSSARO, LIBERTE SEUS DEMÔNIOS”. Ou algo do gênero.

tumblr_nt7gqxta2l1ua1rngo1_500

Então é. Que a bagunça seja feita! Significando: eu não deveria ficar com tanto medo de tentar coisas novas, de me meter em lugares novos e inesperados ou de pegar o caminho errado e só perceber depois de quatro anos. (Não calma eu ainda não gosto dessa bagunça)

E como Isaac Newton diria:

O tempo é uma ilusão produzida pelos nossos estados de consciência à medida em que caminhamos através da duração eterna.

Calma, não. Acho que não era isso.
Enfim, quais são seus quotes favoritos? Tem algum que fica sempre aparecendo na sua mente?
E, honestamente, o que você acha sobre bagunças?

Anúncios

5 comentários em “Grandes Bagunças”

  1. Anos e anos atrás, cá estava eu em uma crise existencial pesada. Não, espera, crises existenciais sempre me acompanharam, são colegas de viagem à essa altura do campeonato e essa frase anterior me fez parecer um velho saudoso. Enfim.
    Quando era mais novo, me deparei, por acaso com um livro chamado “Os Vagabundos Iluminados” (ou The Dharma Bums) do Jack Kerouac (já conhecia a fama dele, mas nunca tinha lido On The Road até então) e wow! Até hoje, nenhum outro livro me deixou marcas tão profundas ou tantas frases na cabeça quanto esse. Antes que me empolgue e comece a escrever demais, direi logo que quando você desse que adorava pessoas que de alguma forma tinham entendido a arte de viver, só me vem a cabeça o Kerouac: não o épico e magnífico On The Road, mas o relativamente desconhecido e belíssimo Vagabundos Iluminados. Como disse Jack,”um dia eu encontrarei as palavras certas, e elas serão simples.”

    E bagunça, a verdadeira bagunça, é uma arte, apenas os mais eruditos conseguem entendê-la 😛

    Curtido por 1 pessoa

    1. Aah, as infelizes das crises existenciais.
      E vou admitir que toda vez que leio algo do Kerouac tenho uma necessidade imensa de ir atrás de mais cosias dele, mas nunca sei por onde começar!
      Gosh, eu nunca tinha ouvido sobre Vagabundos Iluminados. Já está na minha lista de livros para ler logo! Parece incrivelmente interessante e inspirador.
      Obrigada por essa recomendação. Acho que vai me servir bem no momento TvT
      (te digo o que achei assim que ler)

      Curtido por 1 pessoa

      1. Yay, consegui convencer alguém a ler esse livro *-*
        Quando for ler, sugiro que procure um lugar calmo, confortável, frio, e comece o livro ouvindo um pouco de bebop, mudando gradualmente para o jazz suave.
        Parece receita de bolo, mas confie em mim: Os Vagabundos Iluminados têm tudo para ser uma das melhores leituras que você irá fazer (:

        Curtido por 1 pessoa

    2. Bem específico mesmo hahaha.
      Mas parece uma boa pedida! (pode acompanhar um chá também? Ou é melhor pegar logo o vinho/whisky?)
      E agora estou ansiosa pra ler. Só não começo logo porque acho que pra esse caso o livro físico ao invés do ebook também faz parte da receita, né?

      Curtido por 1 pessoa

      1. Hmm, comece com o vinho e será uma sessão de leitura beatnik legítima! Muita gente acha que a geração beat do Keroauc era movida à maconha, mas nop, o segredo era o vinho. Whisky também pode ser uma boa, embora nesse caso específico, o vinho caia melhor. Mas apenas no começo, ok?
        Em seguida, parta para o chá verde (ou oolong, dependendo da disponibilidade), você vai reconhecer o momento certo durante a leitura ^^
        O livro físico é um tempero melhor (me perdoem, ebooks, minhas receitas são analógicas), mas nesse caso, a receita pode ser adaptada para a era digital sem problemas (:

        Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s